Domingo, Maio 11, 2008

Mas já ressucitou

e nem foi ao terceiro dia.

confesso que ando sem saco, há muito tempo, de escrever, mas nao consigo matar este blog. Gosto dele, apesar de nao parecer. Os matinhos estão crescendo por todos os lados. Ó céus!

como diria o poeta, eu voltarei ao sol da primavera...

esse blog morreu


pelo menos por enquanto...

Terça-feira, Março 11, 2008

Essa noite eu tive um sonho

Momentos de alegria com o Santa Cruz estão cada vez mais raros. A coisa anda tão feia que nem achei ruim a saída de Carlinhos Paraíba, nosso único ídolo. (ainda tínhamos um ídolo?) Confesso, não achei ruim, tampouco achei bom. Fiquei indiferente. Isso é ruim, muito ruim. Não quero aqui ficar, ou arranjar, explicações para o nosso descalabro. Isso é fácil. Todos já sabemos a ladainha dos últimos 20 anos. Até os tricolores – raros, é verdade – que ainda não nasceram já sabem essa história.

Permitam-me um parênteses, alguém teria a coragem de transformar seu filho recém nascido em tricolor? Eu não. Confesso outra vez. Se tiver um filho um dia, torço para que ele adore esportes mais emocionantes, como o golfe, críquete ou outro do tipo. Nada de futebol. Também não vamos esculhambar né?Não quero que ele torça pelo Santa, mas se o desgraçado chegar em casa com roupinhas da coisa, ou modelitos da barbie vira baby bife na hora.

Voltando ao assunto da falta de alegria tricolor, ainda espero uma. A morte. Ao contrário do que muita gente pensa a morte é uma saída digna. Vejamos minha tese. Estamos na série C, e vamos com muita vontade para a segundona do pernambucano. A gente já está na UTI mesmo, os ratos não vão mesmo deixar o osso. Estamos tão doentes que nem o Dr. House é capaz de encontrar uma cura.

Então, ora bolas, por que não desligamos os aparelhos logo?

Depois faremos o seguinte: ressuscitaremos o Santinha! Ou como diria o Tarso Genro refundaremos o Santinha. Criaríamos o Santa Cruz Futebol e Cultura (essa é minha sugestão de nome, se o texto não for auto-explicativo, explicarei mais tarde o porquê dela).

Este clube nasceria sem dívidas, com uma nova direção, e principalmente com um novo modelo de gestão, mais participativo e democrático. Transparente acima de tudo. Com milhares de sócios e milhões de torcedores. Este clube nasceria no dia 3 de fevereiro, no pátio de Santa Cruz, no Recife; seria tricolor, encarnado, branco e preto; seria um clube do povão, e primaria pela formação de jogadores. Aí uma diferença, formaria não só um jogador de futebol, mas um cidadão, para jogar de base neste novo time, o garoto teria que estudar, o clube daria alguma ajuda de custo para os que são arrimos de família, ou apenas ajudam em casa trabalhando. Seria uma espécie de Bolsa-escola tricolor. Além de estudar numa escola formal, a garotada também estudaria a história de um antigo clube de futebol que existiu em Recife há muito anos, história da sua terra – “a solução são os bascos”, já dizia o Perrusi há alguns anos. Aprenderiam essa história como se fora a sua própria. Os jogadores deste clube teriam cultura, uma cultura em três cores.

Depois de alguns anos de sofrimento, calculo 5, este clube já estaria disputando de igual pra igual o Pernambucano. Estaria na série b do brasileiro, disputando para subir, ou, quem sabe com algum golpe de sorte, já estaria na série A. Aí outra diferença, o Santa Cruz Futebol e Cultura teria estrutura. Nome limpo na praça. Seria atrativo e não o contrário. Quanto ao estádio, no começo usaríamos os dos nossos rivais, fazer o que? Já fizemos isso outras vezes e provavelmente voltaremos a fazer. Entraremos na briga pela Arena da copa do mundo, o Arena coral não sairá do papel mesmo... assim, em 2014, ano cabalístico, teremos um estádio moderno e digno da nossa grandeza.

Para quem pensa que isto é impossível, eu cito o exemplo da fiorentina, que faliu, se acabou, nasceu de novo com outro nome, disputou as divisões inferiores do campeonato italiano e conseguiu voltar e, principalmente, se manter na séria A do Calccio. E convenhamos, que são 5 ou 6 anos frente aos 20 e tantos que levamos sofrendo?

Domingo, Outubro 28, 2007

O Evangelho segundo o João


Mané Garrincha, o segundo maior gênio da história do futebol, faria amanhã, 28 de outubro, 74 anos.

Por ROBERTO VIEIRA

Não. Não fiquei triste com a morte dele. Pra que mentir? Não pude me vingar. Eu preferia que ele nem tivesse existido. Pouparia muitos do desemprego, da vergonha. Você não imagina o que é rirem de você. Milhares de pessoas rindo de você, como se você fosse um palhaço de circo mambembe. Até mesmo seus amigos, seus filhos, rindo.

Eu sempre joguei sério. Na bola. Sempre fui respeitado. Quando era pequeno rezava todas as noites para ser um craque. Um jogador de futebol. Eu acreditava nas minhas orações. Obedecia meus pais. Pedia a benção. Vim jogar no Rio. Virei capa de revista. Comecei a sonhar com a seleção. Foi aí que meu mundo virou de pernas pro ar.

Eu o conhecia das peneiras. Um aleijado. Dava pena. Chegava calado e saía mudo. Quando os técnicos viam aquelas pernas eles o mandavam embora. Mas ele sempre voltava.
Foi então que um dia eu soube que ele enfeitiçou o Nilton. Logo o Nilton, meu ídolo! E foi escalado pra jogar no Botafogo. E começou a fazer gols.


Imaginei que devia ser piedade divina e fiquei na minha. Um dia nosso destino iria se cruzar. E seria seu fim.

Coronel e Jordan tinham conversado comigo:

'Cuidado!'

Eu fiquei rindo. Ele também tinha enfeitiçado os dois. Prometi a mim mesmo que eu ia acabar com aquela palhaçada.

Chegou o dia. Domingo. Maracanã lotado.

Batem o centro. Vem a primeira bola e eu me antecipo. Sério. Na bola. Toco para o ataque e volto correndo para minha posição. Sem pena. Pois o que Coronel e Jordan sentiam era pena. Eu ia mostrar ao mundo a farsa das pernas tortas.

A segunda bola escapou de suas chuteiras.

O primeiro tempo se encaminhava para o fim quando ele domina a pelota. Eu entro no meio do joelho dele. Sem pena. Pra quebrar. Ele cai. Olha o joelho. Levanta.

Alguém na geral grita:

'Quebra ele!'

Ele sorri. Para a geral e para mim. Como um passarinho no alçapão. Aquilo me desconcertou. A pancada que eu dei poderia derrubar uma parede. Mas ele levantou sorrindo pra mim.
O Maracanã lotado.

E a bola chegou até ele um segundo antes de mim. E ele partiu na direção do gol. Eu atrás. Ele parou, súbito. Eu passei, lotado. Voltei e dei um carrinho. Ele escapou pela direita. Eu levantei e ele driblou pela esquerda. Beijei o chão. Ele cruzou na cabeça de Paulo Valentim. Gol.

Perdi a conta das vezes em que fui driblado. Não vi mais a cor da bola. O Botafogo venceu por 6x2. Alegria do povo.

Porém, um lance ficou gravado em minha memória. Sem dribles. Pisei num buraco. Chorei de dor. Ele partia em direção ao gol. Seria o sétimo gol. A torcida já gritava '7, 7, 7'... As mesmas pessoas que gritavam 'quebra, quebra, quebra'.

Inexplicavelmente ele parou e tocou a bola para fora. Tocou a bola para fora pra que eu fosse atendido.

Fratura. Aleijado. Ele me ajudou a sair de campo.

Nunca mais nos vimos.

Eu vim trabalhar nessa fábrica. As capas de revista eu guardo lá em casa.

Com o tempo ele virou gênio. Tão aleijado quanto eu. Cheio de mulheres. De fama.

De vez em quando vem um jornalista como você vem me entrevistar.

Quer saber a verdade. A verdade?

A verdade é que não. Não fiquei triste com a morte dele. Pra que mentir? Não pude me vingar. Eu preferia que ele nem tivesse existido.

Texto publicado no Blog do Roberto

Terça-feira, Outubro 16, 2007

Sabe galvão bueno?

O chorão do ano




Pois é, aqui na Espanha ele seria o cara mais imparcial do mundo…

O lance é o seguinte, faz um tempão que o povo da imprensa espanhola já se prepara para uma possível derrota do bicampeão Alonso para o novato Hamilton. A culpa é de todo mundo, todos estão contra o espanhol, Alonso é o melhor piloto de todos os tempos, o mais lindo, mais perfeito e por aí vai. To começando a descobrir de onde vem a Argentina...

Calma lá pessoal, o Alonso é hoje, eu disse hoje, o melhor piloto da categoria, como o alemão era até o ano passado. Em fórmula 1, assim como no futebol, o melhor nem sempre ganha, da mesma forma que Alonso ganhou duas do tal alemão.

O que me parece desse história toda, é que o asturiano é um menino mimado e não esperava encontrar um colega de equipe que não tirasse o pé, além do mais sendo estreante e, digamos, pretinho. Aliás, toda vez em que ele forçou uma ultrapassagem, choramingou depois. Primeiro, com o Massa, que não é nenhum Piquet, em Barcelona. Ajudado pela “prensa” daqui, Alonso queria que o brasileiro parasse e deixasse-o passar. Depois, não lembro em que corrida, numa disputa com o mesmo Massa, os dois se tocaram e o bebê foi reclamar nos boxes. Não quer toque, que vá dançar balé!!!!

A última da prensa esportiva espanhola foi montar uma enquête para saber se a Ferrari fez bem ou não em renovar com Massa, tudo porque eles sonhavam com o queridinho da Espanha pilotando um carro vermelho...

O pior é que o povo aqui come a corda.

Lembro muito bem da briga Senna x Prost na mesma Mclaren, e confesso ter saudades do Galvão.